sábado, 7 de dezembro de 2013

O declínio dos iPhones (?)




Bem, como todos sabem, existe uma briga entre os iOS's e os Android's. Lançados os novos iPhones (sim, pela primeira vez, mais de um modelo), no Brasil, fica a questão, eles realmente tem alguma chance de competir com os Androids?

Na minha humilde opinião, Não. Por um simples motivo, os iPhones chegam por aqui a um preço abusivo, o 5c custa cerca de R$ 2.300,00 e o 5s cerca de R$3.100,00, modelos de 32Gb. Como se o preço deles já não fosse caro, ainda temos um comparativo, os seus respectivos "concorrentes", que cada vez mais aumentam sua fatia no mercado de smartphones top. Temos entre eles, o Samsung Galaxy S4, o LG G2 e o Sony Xperia Z1, para não falar no Moto X, que apesar de mais barato é um forte competidor. Todos esses celulares não passam de R$2.000,00, com exceção do Z1, mas se você procurar bem, encontra o aparelho em promoção por R$1.800,00, R$1.900,00. Como estamos, porém fazendo um comparativo com preços baseados em seus valores atuais, vamos excluir o Z1, ele custa exatamente 2.399,00, preço do iPhone 5c de 32, lembre-se 5"C', a versão "economica" do consagrado aparelho da Apple. O Samsung Galaxy S4, na minha opinião um dos melhores aparelhos hoje, se não o melhor, é possível encontrar por 1.700,00 1.800,00. O Moto X, top de linha da Motorola, custa 1.500,00. Sem promoção. E o LG G2, custa 1.999,00.

Bem, todos esses aparelhos tem um ponto em comum que os une. O software. Com o conhecimento de software que tenho, sei que o Android tem suas vantagens sobre o iOS, porém, ao contrário do que muitos falam, que ele é maravilhoso, ele possui pontos negativos em relação ao mesmo também. Ele é um sistema muito aberto, o que torna fácil, modificá-lo, ou repará-lo. Porém isso tem um custo, ele é relativamente instável, é um sistema ótimo, mas que para funcionar no seu máximo, depende de um hardware de ponta, testado e aprovado por ele (Android). Bem, quando digo um hardware de ponta, não necessariamente um absurdo, mas um feito para funcionar com o sistema, como é o caso do Moto X. Detalhes a parte, o Android é muito bom, mas tem seus defeitos, ainda assim, ganha uma fatia do mercado cada vez maior.





Mas de volta ao questionamento principal, supondo que os iPhones estão entrando em colapso, sendo ultrapassados pelos Androids, por que isso vem ocorrendo?

Simples, esqueçam questões de hardware, sistema, porque esse tipo de coisa deixa os olhos de entendedores brilhando, os meus, os seus (se você se encaixa), o comprador casual até é iludido (ou não), quando o vendedor diz que o hardware do S4 é o melhor do mercado, mas isso não é o fator decisão na hora da compra. Estou falando na hora de "coçar o bolso", pagar, tirar seus reais suados da sua conta no fim do mês.

Durante muito tempo, o iPhone era O smartphone, sem competidor, sem ninguém para incomodá-lo. Você não tinha opção, ou você comprava um iPhone se queria um BOM celular, ou comprava uns celulares "michurucas" que utilizavam uma ainda bebe plataforma chamada "Android". Quem? O que é isso? Ria a Apple, pois bem, essa bebe começou aos poucos a engatinhar e andar, e o iPhone ao invés de começar a correr, continuou caminhando. O resultado nós vemos hoje, se o iPhone era a única opção de BOM smartphone, bem, não é mais. Temos opções maravilhosas para comprar, e pela metade do preço. O iPhone está congelado no tempo em que ele era o único e absoluto no mercado. E a Apple não faz nada, porque acredita (será mesmo?) que seu produto é o melhor (pffff). O último lance deles foi mexer no iOS, mas foi uma mexida tão profunda, que ou seria consagrada e todos iriam adorar, ou seria mal-aceita, e todos odiariam, acho que o final dessa história todos conhecem.



quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Moto x, o primeiro fruto da união Google Motorola



O moto x é o primeiro celular da Motorola, sob comando da Google, e as mãos da gigante das buscas (que hoje se tornou muito mais do que isso) são visíveis no celular. Após muito tempo, a Google vai finalmente poder fazer na Motorola o que ela sempre sonhou fazer com a linha Nexus. Um smarthphone o mais limpo, com relação ao Android e o mais bonito o possível. Bem parece que eles conseguiram, e na minha opinião pelo menos, o Moto x é um dos melhores celulares com Android do mercado.

Lançado em agosto nos Estados Unidos, e muito elogiado, chegou no Brasil em meados de setembro, sem o principal atrativo do aparelho, o Moto Maker, um serviço de customização do aparelho, possibilitando que seu aparelho, seja praticamente exclusivo. Ele não tem a versão mais potente do Android instalado, nem o melhor hardware, ou a melhor tela, mas de longe, meu veredicto após cerca de uma semana de uso, é que ele é o Android para todos. Ele tem aspectos pensados para funcionarem em conjunto, e isso é amplamente cumprido pelo aparelho.


Design e Hardware 


O design do aparelho é impecável, leve, bonito, sua parte frontal é cerca de 80% tela, o que permite a ele ser um celular com uma tela de 4,7 polegadas, mas sem ser exageradamente grande. Sua traseira é levemente curvada, o que confere ao aparelho uma pegada muito suave e confortável, tornando a utilização algo prazerosa, muito diferente da linha Razr que apesar de bonita, tem uma pegada dura, e reta atrás. O material utilizado na parte traseira do aparelho é um plástico emborrachado, que nem parece plástico, eu não taquei o meu no chão, mas ele parece relativamente resistente e não irá se despedassar em uma queda da sua mesa.

Agora, o assunto que todos perguntam, querem saber, e acreditam religiosamente que é o mais importante em um celular. Pois bem, o celular conta com um processador Snapdragon Pro de 1.7 GHz com 2 núcleos, mais uma GPU Adreno 320 com mais quatro núcleos, e mais dois núcleos "extras", um para linguagem natural e outro para computação contextual, esses dois últimos, são de baixo consumo de energia.

A tela AMOLED do aparelho não é Full HD, o que pode decepcionar alguns, mas já aviso, isso não é um grande problema, ela é bela, e nítida, além de possuir cores muito vivas.

Alguns usuários podem achar ruim o fato de ele não possuir expansão de memória por cartão SD. Eu não acho isso um problema, a partir do momento que o aparelho vem dotado de memória interna em quantidade satisfatória. Não acho que os 16Gb (única opção para quem comprar o smartphone no Brasil) sejam insuficientes, porém cairia bem a possibilidade de adquirir um modelo com mais memória (adoraria os 32Gb disponibilzados "lá", por aqui também), sendo então escolha única e exclusiva do usuário ter menos memória.




Ele te entende (menos, bem menos)


Entre as poucas mudanças no Android que foram feitas no software do Moto x, está o "Comando Inteligente de Voz", que em vários momentos não é tão inteligente assim. Apesar de o recurso ser sim, interessantíssimo, e o fato de ele estar em português (brasileiro) mais interessante ainda, continuo procurando pela utilidade prática do mesmo.

Se em inglês é possível criar alarmes, ou até mesmo abrir apps sem usar as mãos, em português não passa de perguntas idiotas respondidas pelo buscador do Google Now, ou iniciar ligações. Parece interessante na teoria, mas esse recurso é divido em duas partes, os comandos realizadas pelo google now, e os realizados pelo software da motorola. No que diz respeito a Motorola, existe uma voz até parecida com a do Google Tradutor, que te indica rotas e respostas. Quase fala com você. Mas quando se fala na parte do Google Now, não espere muita coisa. Ele responde às suas perguntas mostrando as respostas na tela. Por exemplo, você pergunta a previsão do tempo, ele identifica, carrega a ação, mas você precisa pegar o celular e ler para receber a informação perguntada. Falando assim, fica até um pouco confusa a função real do recurso. Não usar as mãos? Se essa era a questão a motorola fez sua parte a Google a deixou na mão, por mais incrível que isso possa soar.

Obviamente nem sempre os comandos de voz ficam na inutilidade. Quando você está andando de carro por exemplo, e acredite ele realmente faz isso, e impressiona todos com quem conversei, o aparelho identifica que você está andando de carro e te conduz até as configurações do modo drive no aplicativos Assist. Uma vez configurado, o celular lê em voz alta mensagens, você pode atender ou recusar chamadas usando sua voz e responder com mensagens. Isso sim é magnífico.

Para finalizar a interação do aparelho com você, o humano que o utiliza, a câmera pode ser acessada com um simples movimento (que nem sempre funciona, diga-se de passagem), de pulso. Duas viradas com o pulso, girando o celular e o aplicativo da câmera é aberto. Até aí tudo bem, mas o interessante é que utilizando esse movimento, o aplicativo (simplório demais até) pode ser acessado de qualquer lugar. Até mesmo com a tela bloqueada, realizando esse movimento, o celular emite um sinal sonoro e vibra mostrando que reconheceu o movimento. Vi muitas pessoas reclamando, mas esse simples aspecto, me fez, nas últimas 2 semanas, utilizar a câmera 50% mais do que eu utilizava antes. Porque apesar de não ser algo 100% certo, que funcione todas as vezes, não falha tanto assim e é prático e rápido. Em questão de segundos, você está dentro do app da câmera, pronto para tirar algumas fotos.

No fim do dia temos um recurso indispensável eu diria, que deveria começar a ser aplicado em todos os novos celulares, um recurso mal trabalhado e que precisa ser trabalhado pra se tornar o que eles sonham, e um último que apesar de não ser genial, nem muito complexo, faz diferença no dia-a-dia.






Software e Desempenho 


Chegamos ao tópico que todos anseiam e procuram por artigos antes de comprar um celular. O desempenho. Bem, nessa hora, sou obrigado a dizer que o Moto X só é o celular que é, devido ao Android praticamente puro que existe dentro dele.

Bem, isso nos leva a outro assunto muito importante e que anda de mãos dadas com o desempenho. O software. Bem, ele roda um Android praticamente puro, o sistema como a Google idealizou. Ele possui algumas poucas modificações, mas que não afetam o sistema em si. O problema, tecnicamente falando, com os Androids super modificados da Samsung, da Sony, da LG, Androids que nem ao menos parecem Androids muitas vezes. O Android da Samsung por exemplo, presente no S4, ocupa cerca de 9Gb no armazenamento interno do celular, enquanto o Moto X, ocupa apenas 5Gb. Isso não parece um grande problema a um olhar menos atento, porém, além daquela tonelada de aplicativos INÚTEIS na maioria das vezes, que só servem pra encher o menu e nem apagados podem ser, eles tornam o sistema pesado, e mais lento.

E por incrível que possa parecer a vocês, usuários casuais (digo casuais, porque, sem querer subestimar o conhecimento de ninguém, a maioria das pessoas não tem muito conhecimento sobre o assunto e é facilmente levado pelo que a embalagem fala sobre um aparelho), o Moto X funciona melhor, veja, bem melhor, não entendo o suficiente para explicar detalhe por detalhe como o hardware inferior, sim, bem inferior em relação ao S4 do Moto X, porém o que vemos no uso não é isso. Ao realizar atividades diárias e relativamente simples como rodar jogos, por exemplo Minion Rush ou Real Racing 3, o Moto x leva a melhor. Por pouco, muito pouco, mas é perceptível. Algumas vezes tanto em um quanto em outro jogo, o S4 apresenta leves travadas e engasgadas, leves mas perceptíveis aos olhos de qualquer usuário mais "ligado" em tecnologia.

A bateria de 2.200 mAh carrega o celular durante um dia inteiro, obviamente não jogando jogos pesados o dia todo, ou utilizando o whatsapp durante horas seguidas, mas ainda assim, ela dá de 1000 em uma bateria de iPhone por exemplo (meu ex-celular).

Por fim, como o nome do blog sugere, o nosso objetivo é avaliar a tecnologia na pratica. Então o veredicto final sobre esse telefone é que ele é um celular high-end, ou seja, um celular "premium", disfarçado de medium. Ele cobra preço de S4 mini, e entrega resultados de S4. É o celular do o que eu faço, e não o que eu posso fazer. Definitivamente, se você quer ter um celular high-end, mas acha o preço do S4 abusivo demais, compre um Moto X, ou até mesmo se você quer um S4, avalie a compra do Moto X. Eu garanto, quem comprar, não se arrependerá.